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8º Moto Rali
Vindimas e desfolhadas em Ponte de Lima

Se o ano passado, os MotoGalos nos levaram a conhecer as Feiras Novas de Ponte de Lima, este ano apostaram em mostrar o depois da festa e o regresso às lides da lavoura.

   Se o ano passado, os MotoGalos nos levaram a conhecer as Feiras Novas de Ponte de Lima, este ano apostaram em mostrar o depois da festa e o regresso às lides da lavoura.
  Com a partida marcada para as 10:00 de sábado, o encontro iniciava-se às 09:00, em volta do tacho dos rojões. E já correm boatos que alguns participantes chegaram ao Largo de Camões por volta da meia noite e montaram o estendal à espera da chegada do tacho.
  Depois deste “pobre” pequeno almoço, as motas fizeram-se à estrada, começando com um trecho suave de terra a acompanhar o rio Lima. Entretanto, já se iam gravando na memória pequenas capelas e cruzeiros, enquanto rodávamos rodeados do verde luxuriante do Minho. Deixando a Veiga da Correlhã, chegou-se ao Parque de Merendas de Vitorino das Donas, onde se pode apreciar freiras (algumas mesmo muito feias, de bigode, barba e pernas por depilar). Seguiu-se uma espreitadela à Quinta da Torre das Donas e ao Convento de Vitorino das Donas. Do alto do Castro de Santo Estêvão pode-se apreciar a paisagem e na Quinta do Casal fomos apanhar castanhas e também algumas espetadelas dos ouriços e finalmente o almoço (sim, que os rojões alimentam, mas não duram sempre).
  A etapa da tarde começou com a visita à Igreja e à Capela da Correlhã, seguida pela paragem na Senhora da Boa Morte. O episódio seguinte foi de longe o mais perigoso, ao rodar-mos no meio do campo de golf, felizmente os golfistas estavam com má pontaria e as bolas não nos acertaram. Numa das curvas da estradinha simpática que serpenteia junto ao Trovela, uma pega de caras com três bois que pastavam nas bermas. Já na Gemieira, munimo-nos da tesoura e fomos vindimar. Enquanto os outros iam vindimando para o balde, eu ia vindimando para a boca, sempre dava menos trabalho. Nos Moinhos da Gemieira, foram postos à prova os nossos conhecimentos, tendo que identificar algumas castas de uvas. E lá prosseguimos até à Sede do U.D.C. da Gemieira para travar conhecimento com esta simpática colectividade. A próxima paragem foi no parque ajardinado de Santa Maria Madalena e finalmente de volta a Ponte de Lima para uma visita à Adega Cooperativa de Ponte de Lima para assistir à entrega e pesagem das uvas. À minha pergunta de “Onde é a prova de vinhos?”, obtive a seguinte resposta: “Não há.” Ó desilusão, ó martírio, que me deixais morrer de sede, mesmo ali ao lado da fonte... Fui-me embora, como é lógico, já não fazia ali nada. Chegada ao local da partida (não, não estávamos a jogar ao Monopoly) e estacionámos as motas e voltou-se a atacar o resto dos rojões. Fotografia de grupo e quando já havia pessoal a pensar no duche, trocaram as voltas ao pessoal e levaram-nos numa volta a calcantes pela parte velha. É uma injustiça, depois de todo o esforço dispendido, não deixam o pessoal ir descansar. A música popular animou o serão, e como se não bastasse, os bares foram invadidos durante a noite por uma horda de selvagens sedentos de tirar a poeira do dia das gargantas (estes gajos das motas são sempre a mesma coisa).
  Já a etapa de domingo de manhã, foi encurtada, de maneira que o pessoal de mais longe pudesse regressar a tempo de exercer o seu dever cívico. Partida novamente do Largo de Camões em direcção a Vitorino de Piães, onde nos esperava uma dura prova de descamisar o milho (desfolhar, como dizem lá no Minho). Enquanto o pessoal ia cumprindo a dura tarefa da desfolhada, eu dediquei-me antes à prova do corte do chouriço, superando a prova com extrema facilidade (modéstia à parte) ajudado pelo suave escorregar do “Pinta-a-Malga”. A última paragem antes do fim da prova foi na Ermida de São Simão, para mais uma deslumbrante paisagem minhota. Após o final na Freguesia do Freixo, seguiu-se em caravana até ao local do almoço, a escassos kilómetros de Barcelos.
  Os meus agradecimentos a toda a organização e a todos os participantes, que permitiram mais um fim de semana espectacular.
 
"In Vino, Veritas", Platão (No vinho, a verdade)
"O binho é que induca", Júlio César Pedronho
"Si vis pacem, para bellum", Júlio César, Imperador de Roma 100 - 44 AC (Se procuras a paz, prepara a guerra)
"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar" Idem
O Cronista-Mor Oficial do Condado Motard de Entre Vouga e Mondego e D'Aquém e Além Douro, Provador Real dos Vinhos do Alentejo e Dão e Bebedor dos Vinhos do Minho, Verdes e Alvarinho e Cotard Convicto.
Grande Embaixador Cotard para as províncias Ultramarinas, Galiza e Galáxia de Andrómeda, Comendador da Ordem do Algodãonãoengana

Autor: Motogalos
Fonte: JC Pedronho
Sábado, 03 de Outubro de 2009 - 23:04:19

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