
Sócios da Motogalos à Descoberta da Córsega
Uma viagem de mais de 4000 km que uniu paisagens deslumbrantes, desafios na estrada e a paixão pelas duas rodas.
A iniciativa “À conversa com Joaquim Rodrigues” contou com a presença de Francisco Rocha, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Barcelos e iniciou com uma breve intervenção do presidente Pedro Sousa. O dirigente felicitou o piloto barcelense e associado do clube há longos anos “pelo honroso resultado e pela perseverança em continuar a competir, após uma longa recuperação a graves lesões na coluna, na sequência da queda no Dakar 2018”. “Está de parabéns porque conseguiu ultrapassar sérias dificuldades, voltar a correr e a fazer o que realmente sabe e gosta, esta foi talvez a sua maior vitória desportiva até hoje”, acrescentou.
Joaquim Rodrigues foi o melhor representante da comitiva portuguesa, na categoria das motos, ao cortar a meta em 17º lugar, a 5h21m19s do vencedor Toby Price (KTM); em 2017, na estreia, foi 10º classificado.
Para o piloto do Hero MotoSports, a participação na 41ª edição da prova rainha do todo-o-terreno mundial “foi uma dura e difícil aventura, repleta de emoções e alguns contratempos”. “Passar no local do acidente, onde quase terminou a minha carreira e fiquei numa cadeira de rodas, foi complicado, fez-me relembrar tudo novamente. Senti-me nervoso – algo que não sentia há muito tempo –, preso e com receio”, referiu, evocando a aparatosa queda que sofreu nos quilómetros iniciais da edição passada, que o obrigou a abandonar o desafio.
Falou ainda de algumas situações que sucederam ao longo da prova deste ano, como o dia em que teve que parar durante o troço cronometrado para prestar auxílio ao colega de equipa, Oriol Mena, que ficou sem gasolina, comprometendo-lhe o resultado final.
“Tive que desmontar a minha moto para lhe passar combustível, no fim ele não esperou, seguiu e eu fiquei sozinho a refazê-la. Na altura fiquei muito chateado, mas estou de consciência tranquila, porque tive a melhor atitude em termos de companheirismo”, expressou.
Em relação ao facto da presente edição ter decorrido integralmente no Peru, algo inédito no historial da competição, o barcelense considerou que além de acarretar maior perigosidade, também desvirtua as origens da prova.
“Acho que pelo facto de o Dakar se ter realizado num só país, não se sentiu tanto o verdadeiro espírito, além de que foi mais perigoso, pois houve zonas em que passamos três vezes, retas enormes com ‘fesh-fesh’ (pó muito fino), muitas pedras, daí as inúmeras quedas”, disse. Realçou ainda a dificuldade acrescida de competir conjuntamente com motos, camiões e carros, o que exigiu "maior cautela, concentração e cortar gás quando não havia certezas".
Questionado sobre o melhor episódio, Joaquim Rodrigues respondeu que foi, sem dúvida, quando cruzou a meta, em Lima, Peru. “Foi a sensação mais feliz de toda a prova, foi realmente emocionante. Para chegar ali enfrentei vários percalços e também tive alturas em que me apeteceu desistir, mas no final sabe bem dizer ‘valeu a pena’”, rematou.

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